Hora do post pedido
Queria fazer um interregno aqui nas Crónicas para publicar um post muito especial. Não, não vou aproveitar para falar da crise económica tailandesa nem tampouco do crescimento da indústria da parafernália sexual (sim, eu sei que ambos os assuntos habitam o vosso curioso imaginário). Vou aproveitar, isso sim, para publicar, um texto de uma amiga… uma amiga que encontrou no nosso humilde espaço, o santuário perfeito para um devaneio mais atrevido e que, embora prime pela qualidade erótica, foge um pouco ao tipo de escrita a que já nos habituou…
O nome não vos digo… vou lhe chamar Princesa do Nilo… não é difícil, pois não???? ;)
Um beijo grande para ti da Manita mais nova
Cala-te… quem fode sou eu
Passado um ano ao rever velhos amigos, reencontro-te, sempre com o teu ar despreocupado, exibicionista, galã, filho da puta. Excitaste-me ainda mais… Tinha que te foder, tinha que te remeter ao insignificante estatuto de objecto, servil, apenas existente para me dar prazer, para me fazeres vir, talvez, poderia esquecer-me das atitudes de merda que tiveste no passado…
Nessa noite, deixei-te a dançar com outras mulheres, deixei que te exibisses para mim, que me mostrasses a tua boa forma física, o teu jogo de ancas…. Nessa noite, fui apenas voyeur, deliciei-me a ver-te com outras, o teu corpo transbordava sensualidade, os teus poros emanavam sexo…não te deixei aproximar de mim…fui cabra, fria, calculista…nessa noite, pelos menos 8 homens tentaram a sorte comigo, tu viste, e, à tua frente, afastei-os… Nessa noite estava destinada a ir para casa sozinha e excitada…
És um filho da puta ainda mais frio e calculista que eu, a idade amargurou-te…demoraste 2 dias a enviar-me um e-mail…talvez tenhas tentado o meu antigo número… pois é, meu filho da puta, mudei de numero para não ser incomodada por espectros do passado…
Sempre adorei a tua ironia e sarcasmo…somos iguais…
Decidi que te deixaria na expectativa até amanha, e este celibato forçado deu cabo de mim. Passei a noite inquieta, a rebolar na cama, sem conseguir dormir… mal podia esperar até te ter dentro de mim. Reescrevi umas dezenas de vezes o e-mail para te mandar de volta…hesitei entre um discurso frio, indiferente, desinteressado, e um provocativo, explicito…acabei por escrever uma ironia qualquer relacionada com o destino, e disse-te que partiria dai a 2 semanas, e por tal, estava a combinar um jantar de despedida. Cronometrei, e demoraste 1hora e 15 mts a responder, continuas um cabrão…e deixas-me ainda mais maluca…Cedeste, passado 2 dias, convidas-me para um café…No local mais básico, nem poderia esperar outra coisa de ti…a pastelaria Luso Japonesa....para quem não gosta de rotinas, não varias muito…Conversa de circunstância, banalidades, fait divers ocuparam a tarde…nem poderia ser mais, tinha que te mostrar que agora, quem mandava era eu….
Sei que te deixei maluco, vi-o nas tuas calças de ganga claras…Ao mesmo tempo que me sentia inundada por um desejo carnal de te tocar, de me ajoelhar ali mesmo na pastelaria e trocar a minha queijada de chá verde pelo teu sexo duro…No entanto, foi só relembrar todos os galhardetes que trocamos, funcionou muito melhor que um duche frio…T sabes que me deixaste maluca, conheces as mulheres…mas não me conheces a mim…
Em várias alturas da conversa me apeteceu chamar-te em alto e bom som “FILHO DA PUTA, ÉS UM GRANDESSÍSSIMO FILHO DA PUTA”…. Mas não….apenas sentiste a frieza das minhas palavras...pois é…o tempo também me amargurou…
O jantar foi estrategicamente planeado para 3 dias antes da minha partida. Sabia que seria agora, que teria que ser hoje. Entre a entrada e o prato principal, mostrei-te subtilmente que te queria montar. Entre o prato principal e a sobremesa, desaparecemos do restaurante. O desejo de nos fodermos falou mais alto, que acabamos por dar uma ali, no parque de estacionamento, entre um fiat punto e um audi A4… Vi-me agarrada ao tejadilho do audi…enquanto gemia para não parares, para me fazeres vir mais vezes….
De volta ao restaurante, só desejava que o jantar acabasse, para passar à sobremesa. Habilidosamente me descartei de todos os convidados, alegando cansaço. No caminho até a minha casa, usei-te, e abusei….fiz-te vir duas vezes, com as mão e com a boca...pensas que o prazer estava a ser teu??? Cala-te cabrão…cala-te e conduz…
Nem esperaste que abrisse a porta, agarraste-me ali, à porta da minha casa, nas escadas…agarraste-me por trás, levantaste-me a saia, e lambuzaste …lambeste, mordeste…até me vir para a tua boca, depois, ainda encostada à porta, fodeste-me por trás, enrolaste-me os cabelos numa mão , e com outra, nas ancas, puxavas-me contra ti… pressionavas-me contra a porta, fodeste-me como o animal que és, até me vir novamente…
Continuamos nestes rituais de acasalamento animalesco pela casa toda..no corredor…a porta da sala. É assim que eu gosto, meu cabrão, gosto quando não me deixas descansar nem um minuto. Levei-te ao quarto, era em tons de vermelho sangue, lençóis de seda vermelhos… Faz-me vir, quero que me fodas até à exaustão, até que fiquemos os dois assados. Quando não conseguirmos mais, nem sequer respirar do cansaço, deixo-te dormir…ficas aqui, neste quarto, que vou para o meu. O meu é aquele branco, com as almofadas brancas sobre uma capa edredão branca, em algodão egípcio…
Não quero acordar contigo ao meu lado, seria demasiado intimo, demasiado próximo…demasiado sentimental..estás aqui para foder, e será isso que eu te vou ver fazer... se tiveres vontade de me foder durante a noite, podes ir lá..bates à porta, se não acordar, entra, pega-me ao colo e traz-me novamente para este quarto, depois, podes-me penetrar… tu sabes o quanto adoro estar com ele entalado. Como sei que vou acordar antes de ti, podes esperar que a primeira coisa que verás quando abrires os olhos, serei eu montada em ti, foda-se, é tesão do mijo, as não deixa de ser tesão, e eu adoro a tua pila tesa, adoro lambuzá-la, mordiscar….eu adoro, adoro porque me dá prazer, e tu adoras, que eu to faça.
O único elemento que poderá constituir como justificativo da nossa convivência é o prazer pelo sexo, é o prazer em tem prazer…tu sabes o que eu gosto, e fazes, porque dá-te mais prazer ver-me a vir, do que te vires sozinho, eu sei do que tu gostas, e dá-me tusa fazer-te vir com a boca… a tua expressão muda de um cabrão fodilhão para um menino desprotegido, a experimentar sentimentos ambíguos de calma, e euforia..e chego mesmo a olhar-te com ternura, ponderando a hipótese de vir a gostar de ti…felizmente para mim, essa merda dessa sensação dura o mesmo tempo que o meu orgasmo, e desaparece mais rapidamente...
Gosto de te ver suado, ofegante, a fumar o teu cigarro, crente que foi uma boa foda, gosto de te observar, quando te digo que quero mais, que o aquecimento foi engraçado, mas agora quero levar com ele a sério…ficas totalmente decrépito a olhar para mim…o suor escorre-te pela sobrancelha, passa pelo nariz e aterra no cigarro que susténs ao canto da boca…dos teus olhos azuis, vejo apenas a pupila negra totalmente dilatada.
De seguida, monto-me em cima de ti, agarro-te no pénis flácido, recolhido, pequeno e inerte, e pergunto-te que merda é esta… sussurro-te ao ouvido que nem picha tens para me foder… Adoro quando te humilho, dá-me ainda mais vontade que me fodas… Facilmente levo-te onde quero…mas hoje não, hoje chamaste-me puta e disseste que não estavas com paciência para os meus jogos… Senti a tua provocação tornar-se num capricho..agora, estava determinada, mais do que nunca, a usar-te, humilhar-te, e deixar-te na boca o amargo sabor da derrota…