Filmes caseiros
Quando percebi que a minha verdadeira paixão eram os media, mais ou menos pela altura em que tive de fazer a minha 1ª curta metragem semi-profissional, achei por bem que uma realizadora aprumada deve explorar as inúmeras possibilidades do aparelho: a câmara de filmar. E devo dizer, é um objecto fantástico… Então que melhor oportunidade para me imbuir do espírito “woody allen” e bancar os papéis de argumentista, realizadora e actriz num mesmo filme? E eis que se deu a minha “primeira vez”… O que começou por ser um relato de viagem de uma tarde de domingo bem passada, transformou-se numa home made porn-novel, a que resolvi chamar “Manita on wheels”… (um autêntico blockbuster mas dificilmente disponível em qualquer club de vídeo de bairro LOL)
Mesmo não sendo um texto ao estilo das Manitas, aqui fica a sinopse da dita…
1ª Parte
Ainda não havíamos cruzado a ponte sobre o Tejo e eu já estava de câmara em riste, captando todos os nossos movimentos, todas as nossas carícias e olhares a arder de desejo. Meti-lhe a mão nas calças e tirei-o para fora enquanto ele conduzia; queria apresentar o “co-protagonista” do filme ao nosso público invisível. Não resisti e tive de o meter na boca, de tal modo estava excitada com o poder que os olhares dos condutores dos carros que passavam exerciam sobre a minha libido.
Chupei-o com aquela avidez de miúda que tem uma guloseima nova nas mãos. Deliciei-me com a sua forma e o seu sabor, lambuzei-me nela, fiz trinta por uma linha… a custo não o devorei de uma só vez!
O senhor também queria brincadeira, mas eu de cabra recusei… já estava louco com a desconcentração que eu lhe provocava e com o facto de não poder largar o volante e meter-me uma mão por entre as pernas enquanto a outra me apertava um bico de uma mama. A espera… sabe melhor assim…
Passei-lhe a máquina para as mãos e saltei para o banco de trás… céus como adoro carros com vidros fumados!!! À medida que ia tirando a saia e desapertando os botões do top, notei que ele ajeitava o retrovisor de modo a poder filmar a minha imagem reflectida no espelho, em todo o seu esplendor. E que visão… em tantos centímetros de pele, já corada pelo estio, apenas o vislumbre do fio dental preto que achei por bem não despir e um colar de metal comprido que me pendia ao peito, balançando tentador por entre as mamas! Mais abaixo, um salto alto cravado no banco traseiro, sob a pressão da minha perna flectida em jeito de provocação… como que a dizer: “estou aqui toda aberta, davas tudo p’ra me foder agora!” E só para o atiçar mais um bocadinho, acariciava-me de alto a baixo com toda a calma do mundo, ignorando os seus pedidos e molhando a ponta dos dedos na minha língua quente e húmida. Sem resistir à tentação de ser filmada, ia-me masturbando em directo para gáudio da minha audiência privada… entre um e outro toque, um suspiro de prazer e uma mordidela no ombro de tanta tesão.
Debrucei-me até ele para lhe mordiscar uma orelha… adoro fazer isso. E ao mesmo tempo as minhas palavras iam saindo certeiras, directas ao alvo, dizendo-lhe precisamente o que queria que me fizesse, como queria ser fodida e como me havia de vir nas suas mãos e na sua boca.
Já havíamos passado a ponte há muito por essa altura e começávamos a embrenhar-nos pelos meandros do litoral. Volta e meia ouvia as buzinas aprovadoras dos carros que se cruzavam de frente connosco e ficava ainda com mais pica para continuar… ele quase que podia rebentar com as costuras da braguilha tal era a tesão com que estava… e só me dizia: “’tás tão fodida quando eu parar o carro!”.
E tivemos mesmo que parar… chegámos ao porto de embarque para Tróia. Já quase vestida passei para o banco da frente enquanto se recolhia o bilhete e se metia o carro no barco. Estava completamente lotado, pais e filhos, velhos e novos, ou não fosse o português danado por uma boa passeata em fins-de-semana soalheiros! “Tenho de me portar bem agora… só um bocadinho”, pensei. Enquanto filmava o cenário da segunda cena do nosso filme, o destino do lado de lá da curta travessia, sentia um calor humedecer-me as partes, enquanto a brisa que a deslocação do barco provocava me fazia entesar os bicos das mamas. Virei a câmara para mim, soprei um beijo depois de um sorriso sacana, e carreguei no off.
to be continued